Sou dos adeptos de que os ignorantes são felizes, pois não conseguem ver a podridão do mundo.
Estou farto de sempre ser excluído por não se o mais simpático, por nem sempre conseguir manter meu sorriso de comercial da Doriana, por muitas vezes ser ríspido para estimular uma raciocínio mais profundo.
Farto de não ser o que acham, o que pareço, o que eu espero. Farto de não ser o que sou nem de ser o que não sou. Estou farto de simplesmente não ser.
Não sou o feliz, não sou o deprimido.
Não sou o chato, não sou o legal.
Não sou o burro nem o inteligente.
Não sou o amigo, nem o inimigo.
Não sou o som, não sou o silencio.
Não sou nada, não sou tudo.
Simplesmente não sou.
Será que as pessoas não conseguem perceber o quanto eu me importo com elas, ou eu que não sei demonstrar?
Acho que é triste ser.
Gotaria de apenas ter, e de parecer.
Gostaria de ser o modelo que cabe na sociedade.
Gostaria de ser como ele, como você.
Mas ao mesmo tempo odiaria ser como ele ou como você, mas odeio muito mais ser eu.
O que se fazer quando casamos de ser o que somos?
Mudar? Como?
Mudar não é fácil quando todos te dizem com a boca que te apoiam mas com atos inistem em te deixar invisivel.
Não tenho forma, não tenho cor, não tenho dentro, muito menos fora.
Sou nada, que vem do nada e acaba no nada.
Sou o que não quero ser, sendo o que espero ser.
Estou como eles querem sendo como não querem.
Não sou, nem estou, não vou....
Sou o não.
A negação.
Sou o frio.
Sou a parte feia e chata de todos, e não consigo demonstrar a minha parte bela e agradável.
Sou o espelho do feio, do meu e do seu.
Um espelho sem o metal, espelho que não ilude, e por isso me mostra de forma mais feia ainda.
Sou o erro, sou a arrogancia, sou a certeza incompreendida e a dúvida absorvida.
Não quero, não espero, não.
Simplesmente não.
Pena que aparentemente o mundo é feito de tantos sim, que não deixão espaço para o não, para o talvez, muito menos para o nunca.
Digo não a tudo, e não a nada.
Quero dizer não ao sim que vem de sua alma hipócrita, de seus verbos nulos de valor, ao seu sorriso fora de orbita, ao seu encanto que lhe cai perfeitamente como uma maquiagem que mente tanto para quem a vê, que chega a acreditar que essa é a verdadeira cor de sua pele. Suas olheiras são maiores que a minha, mas essa maquiagem te protege, e te protegerá até o momento que a gota de falsidade e incoerência que você diariamente cospe para cima, lhe caia em forma de uma tempestade e leve suas cores para a lama mais suja que tiver.
Não sou a cor, não sou o preto nem o branco.
Sou o nada, que está dentro dele, dentro de você. Sou o nada que ainda está por escurecer.
domingo, 8 de março de 2009
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Um comentário:
Pesado e bonito ao mesmo tempo. Bipolar como a vida é, ou se mostra quando não a olhamos com bons olhos.
Parabéns
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